A CAF investirá US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos para impulsionar a integração da América Latina e do Caribe

Os recursos serão destinados a projetos de infraestrutura, conectividade digital, energia, turismo, logística e mobilidade, e contribuirão para reduzir as desigualdades socioeconômicas, impulsionar o comércio regional e responder aos desafios do novo cenário geopolítico global. 

19 de maio de 2026

No âmbito do Fórum Internacional de Integração Regional, Sergio Díaz-Granados, presidente executivo da CAF — banco de desenvolvimento da América Latina e do Caribe —, anunciou um investimento de US$ 10 bilhões até 2031 para financiar projetos de integração regional. Os recursos serão destinados a áreas estratégicas como infraestrutura física e digital, comércio intrarregional,energia , turismo, inovação, logística e mobilidade.

Díaz-Granados destacou que a integração é “um imperativo para o desenvolvimento, a competitividade e o posicionamento global da América Latina e do Caribe”. Em um contexto marcado por tensões geopolíticas, fragmentação do comércio, turbulências financeiras e uma nova normalidade de incerteza, os países da região devem apostar na integração regional para influenciar as grandes cadeias globais de valor, a transição energética, a segurança alimentar ou a nova arquitetura produtiva do mundo.

La integración es la respuesta para proteger nuestros ecosistemas estratégicos, generar empleo, enfrentar la informalidad y defender los valores democráticos que sostienen nuestra convivencia, libertad y futuro

Sergio Díaz-Granados, presidente ejecutivo de CAF

O anúncio ocorre após décadas de avanços. O primeiro projeto de infraestrutura da CAF foi a ponte sobre o rio Limón, que conectou a Colômbia à Venezuela, e nos últimos 30 anos a instituição aprovou 118 operações de crédito no valor de US$ 16,73 bilhões para iniciativas de integração. Mais especificamente, nos últimos cinco anos, a CAF aprofundou sua visão em direção a uma integração física, produtiva, digital, energética e ecossistêmica.

Exemplos disso são o apoio ao Consenso de Brasília em 2023, a iniciativa “Rotas de Integração” em conjunto com o BID, o BNDES e o FONPLATA para mobilizar outros US$ 10 bilhões, e a criação da “Marca Região América Latina e Caribe”, que projeta para o mundo uma narrativa compartilhada de soluções, talento e biodiversidade.

Díaz-Granados também destacou que a região não parte do zero. Entre os avanços, mencionou a redução significativa das tarifas alfandegárias desde a década de 1990, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que reúne 770 milhões de pessoas, o desenvolvimento de mercados elétricos regionais na América Central, a expansão de cabos submarinos como o Humboldt e o Firmina, e a recuperação do turismo e da conectividade aérea intrarregional para níveis superiores aos pré-pandêmicos.

“A integração regional já apresenta avanços, mas agora deve entrar em uma fase de execução mais ambiciosa. Menos barreiras, mais infraestrutura. Menos diagnósticos e mais projetos”, concluiu Díaz-Granados.

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